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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

AS MURALHAS DE JERICÓ


CONSIDERE DEMOLIÇÕES EM TEMPOS DE CONQUISTA" - Josué 6.1-5

Antes desse episódio, vemos o Senhor preparando o Seu povo para conquistar a terra prometida. No capítulo um, há a preparação para a travessia de Canaã; no dois, Reconhecimento de Jericó, a primeira cidade a ser conquistada (destruída para liberar a conquista da promessa); no capítulo três, a passagem pelo rio Jordão, sob o comando de Josué, o Conquistador, uma espécie de batismo de conquista (com Moisés, o Libertador, vemos uma figura de batismo de libertação na travessia do mar Vermelho). No capítulo quatro, em Gilgal, vemos através dos altares de pedras dentro e fora do mar, memoriais de libertação e de conquista; no capítulo cinco, a consagração e confirmação da aliança de conquista e, no capítulo seis a destruição de Jericó: 1ª batalha para conquista do território da promessa (toda a conquista do território da promessa dependia de destruir as muralhas de Jericó).

Jericó, seu rei, seus valentes e suas muralhas.

Jericó, espiritualmente falando, é um tipo de cidade fortificada na alma, que resiste às ações de conquista em nossas vidas. Esta cidade da alma tem um rei terrível chamado Ego (o nosso ego), cuja intenção é sentar-se no trono da nossa vida, competindo com o Senhor Jesus pelo nosso controle. É mau e tem a seu serviço muitos valentes, que são seus seguidores e operam tenazmente levantando-se contra as nossas ações de conquista dos territórios interiores (corpo, alma) e exteriores (família, finanças, ministérios, relacionamentos etc). Os valentes são muitos, tais como: orgulho, rebelião, amargura, ódio, mágoa, inveja, mentira, perversão, medo, idolatria, maldições, insegurança, justiça própria.
Como toda cidade fortificada, Jericó tem suas muralhas: são as construções da alma humana, que protegem os valentes e cultivam suas ações. Basicamente, tais muralhas são construídas com os argumentos da alma, cuja base está nas distorções do caráter, causadas pelas deformidades dos sentimentos, emoções, vontade e mente (conceitos, pensamentos, idéias). Jericó só será conquistada e destruída quando as muralhas (argumentos da nossa alma) forem derrubados!

Derrubando as muralhas para a conquista da promessa.

Se as muralhas não forem derrubadas, Jericó não será conquistada e a porta de entrada para a conquista da terra da promessa estará fechada, emperrada, impedindo-nos de viver abundantemente no Senhor. Muitos discípulos não têm vida abundante porque existem “jericós” ainda intactas em suas vidas, impedindo a conquista de muitos territórios em suas vidas. Temos discernido que só conquistaremos aquilo para o que fomos conquistados. Por exemplo: se o Senhor não nos conquistar na área das finanças, não conquistaremos a prosperidade financeira. Para sermos conquistados pelo Senhor e nos tornarmos conquistadores de nobreza, nossas muralhas interiores devem cair e, para isso, precisamos renovar a nossa mente e andar por fé:

1. Renovar a mente (Rm 12.1-2).
Se não renovarmos nossa mente, buscando viver a mente de Cristo que está em nós, levando nossa mente carnal à sujeição de Cristo, jamais nos tornaremos conquistadores de excelência, porque através da mente carnal é que os argumentos da alma são colocados em ação, edificando as muralhas de Jericó dentro de nós.

2. Andar por fé (Hb 11.30).
As muralhas caem por fé! Só com mente renovada conseguimos andar integralmente por fé, o que, muitas vezes, pode parecer insensatez e requer alta dose de obediência. Andar por fé é ter a convicção de que se vai tocar no sobrenatural de Deus e experimentar a vitória.

Enfim, o Senhor das batalhas e conquistas está convocando você para ser um conquistador de territórios (família, células, prosperidade, ministério). Abra sua alma para o Espírito Santo de Deus agora e peças para que Ele rompa com as muralhas do seu interior. Mantenha seus argumentos da alma no chão e decrete a morte do ego e seus valentes. Não pegue nenhum despojo de Jericó – tudo deve ser destruído. Nada do que existe ali serve para você. Coisas maiores e melhores o Senhor tem para você a partir da conquista de Jericó. Lembre-se: conquistadores nobres têm alvos e ações nobres. Libere-se de Jericó e vá conquistar o território da família, das gerações de células, das ruas, bairros, cidades, estados e nações.

RAABE - DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
"Pela fé ruíram as muralhas de Jericó depois de rodeadas por sete dias. Pela fé, Raabe a meretriz não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz os espias." (Hebreus 11.30 e 31)
TEXTO BASE: Josué 2.1 a 21

Quando Josué assumiu a liderança do povo de Israel, depois da morte de Moisés, ele deveria continuar a caminhada para adentrar a "Terra Prometida". Em todos os dias, nos 40 anos de peregrinação pelo deserto, Deus se manteve fiel ao Seu povo, apesar da desobediência de muitos, razão pela qual foram sepultados naquelas areias.

Havia ainda alguns obstáculos nessa caminhada que precisavam ser removidos. Um deles era a cidade de JERICÓ: "Jericó estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía nem entrava." (Josué 6.1).

Josué designou dois homens para secretamente espionarem a terra, e principalmente a cidade de Jericó. Muito cuidadosos, espiando aqui e ali, para não serem descobertos, acabaram se escondendo na casa de uma prostituta chamada Raabe, cuja casa estava em cima do muro da cidade. Provavelmente por uma denúncia anônima o rei ficou sabendo do ocorrido e mandou soldados a casa da mulher para prendê-los. Raabe ocultou os dois espiões entre as canas de linho no eirado de sua casa e disse aos soldados que de fato eles estiveram ali, mas já tinham ido embora e que ela não sabia quem eram eles. Fechada a porta, a mulher vai ter com os espias e faz-lhes uma declaração maravilhosa:

1) SUA DECLARAÇÃO DE FÉ (Josué 2.9 a 11) - "e disse-lhes: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra se derretem diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saístes do Egito, e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Siom e Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes totalmente. Quando ouvimos isso, derreteram-se os nossos corações, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima no céu e embaixo na terra."

Ela sabia que sua vida corria grande perigo e que esta poderia ser sua única chance ou última oportunidade para se salvar, não só a sua vida, mas também de seus familiares.

 "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer  em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa para a salvação." (Romanos 10.9 e 10)  "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus." (Efésios 2.8).

2) PEDIU MISERICÓRDIA (Josué 2.12 e 13) -  "Agora pois, peço-vos,  jurai-me pelo Senhor que, como usei de bondade para convosco, vós também usareis de bondade para com a casa de meu pai; e dai-me um sinal seguro de que conservareis em vida meu pai e minha mãe, como também meus irmãos e minhas irmãs, com tudo o que lhes pertencem, e de que livrareis da morte as nossas vidas"

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53.5).

3) RECEBEU A PROMESSA DOS ESPIAS (Josué 2.14): "Então eles lhe responderam: A nossa vida responderá pela vossa, se não denunciardes este nosso negócio; e, quando o Senhor nos entregar esta terra, usaremos para contigo de bondade e de fidelidade."

A frase "a nossa vida pela de vocês" nos lembra que Jesus deu a sua vida por nós. "Mas Deus demonstra o seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores." (Romanos 5.8).

4) HERDOU A PROMESSA (Josué 6.23 a 25): "Entraram, pois, os mancebos espias, e tiraram Raabe, seu pai, sua mãe, seus irmãos, e todos quantos lhe pertenciam; e, trazendo todos os seus parentes, os puseram fora do arraial de Israel. A cidade, porém, e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de bronze e de ferro, colocaram-nos no tesouro da casa do Senhor. Assim Josué poupou a vida da prostituta Raabe, da família de seu pai, e a todos quantos lhe pertenciam; e ela ficou habitando no meio de Israel até os dias de hoje, porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar Jericó."

Vale lembrar que Raabe casou-se com um descendente de ARÃO por nome SALMOM. Ele gerou a BOAZ que se casou com RUTE e gerou a OBEDE, que gerou a JESSÉ, que gerou a DAVI. Aqui está a linhagem de CRISTO.

"Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus." (João 1.12).

A história de Raabe nos ensina que Deus não faz acepção de pessoas. E esta verdade também está escrita em Atos 10.34 e 35, que diz: "E abrindo Pedro a boca, disse: reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;  mas que lhe é agradável aquele que em qualquer nação, o teme e faz o que é justo". Deus está interessado em libertar e salvar vidas em todos os cantos da Terra, para que seu nome seja glorificado entre todos os povos e nações.

Mesmo em uma cidade condenada, uma pessoa ímpia pode ter um encontro com a graça de Deus. Temos muitos textos da Palavra de Deus que nos mostram que há segurança quando temos a Jesus como Salvador e Senhor de nossas vidas. Eis alguns deles:

a) Eu sou filho de Deus: "tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece." (1 Pedro 1.23).

b) Eu fui perdoado de todos os meus pecados e lavado no sangue de Cristo: "em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos, segundo as riquezas da sua graça" (Efésios 1.7).

c) Eu sou nova criatura: "Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."  (2 Coríntios 5.17).

d) Eu sou liberto do poder das trevas e transportado para o reino de Deus: "e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado"  (Colossenses 1.13).

e) Sou qualificado para participar da herança dos santos:  "dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz" (Colossenses 1.12).

 f) Eu sou herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo: "e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados." (Romanos 8.17).

g) Eu estou livre da condenação:  "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."  (Romanos 8.1)

h) Eu tenho a vida eterna: "Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida." (João 5.24).

i) Eu sou mais que vencedor: "Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou." (Romanos 8.37)

Evidências Arqueológicas
Christian Apologetics e Research Ministry
Revista Defesa da Fé - nº 57 - junho de 2003
As cidades bíblicas descobertas pela ciência

As muralhas de Jericó

E a muralha ruiu por terra... (J s 6.20).

O dr. John Garstang, diretor da Escola Britânica de Arqueologia de Jerusalém e do Departamento de Antiguidades do governo da Palestina (1930-36), descobriu em suas escavações que o muro realmente "foi abaixo"; caiu, e que era duplo. Os dois muros ficavam separados um do outro por uma distância de cinco metros. O muro externo tinha dois metros de espessura e o interno, quatro metros. Os dois tinham cerca de dez metros de altura. Eram construídos não muito solidamente, sobre alicerces defeituosos e desnivelados, com tijolos de dez centímetros de espessura, por trinta a sessenta centímetros de comprimento, assentados em argamassa de lama. Eram ligados entre si por casas construídas de través na parte superior, como a de Raabe, por exemplo, erguida "sobre o muro".

Garstang verificou também que o muro externo ruiu para fora, pela encosta da colina, arrastando consigo o muro interno e as casas, ficando as camadas de tijolos cada vez mais finas à proporção que rolavam ladeira abaixo. O dr. Garstang pensa haver indícios de que o muro foi derribado por um terremoto, o que pode ser, perfeitamente unia conseqüência da ação divina.

0s cristãos não possuem nenhuma dúvida quanto à existência das cidades mencionadas no Antigo e no Novo Testamento. Por isso, dificilmente julgamos necessário conhecer alguma documentação que comprove esse fato. Não obstante, sabemos que muitas obras religiosas não resistem à menor verificação arqueológica, o que contrasta imensamente com a Bíblia que, através dos séculos, tem seus apontamentos históricos e geográficos cada vez mais ratificados pela verdadeira ciência. Evidentemente, nossa fé não está baseada nas descobertas da ciência. Entretanto, não podemos ignorar os benefícios provindos dela quando seus estudos servem para solidificar a nossa crença.

O objetivo desta matéria é apresentar uma lista parcial de algumas cidades mencionadas na Bíblia e encontradas atualmente pelas escavações arqueológicas. Elaboraremos a lista apresentando suas respectivas evidências. Esclarecemos também essa seletividade porque há centenas de outras cidades que também foram evidenciadas pela arqueologia. O que faremos aqui, no entanto, é apenas uma breve introdução ao assunto.

Este artigo se propõe tão somente a lançar mais evidências ao fato de que a Bíblia não é um livro de ficção, de histórias inventadas por homens falíveis, mas, sim, inspirada por Deus, portanto, suas citações geográficas resistem à verificação arqueológica.

De fato, a Bíblia não só descreve esses lugares em suas páginas como também o faz com extrema precisão. Vejamos:

1. Siquém

Referência bíblica: "E chegou Jacó salvo a Salém, cidade de Siquém, que está na terra de Cariàã, quando vinha de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade" (Gn 33.18;12.6; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Escavações foram empenhadas em Siquém, primeiramente pelas expedições austríaco-alemãs em 1913 e 1914; posteriormente no período de 1926 a 1934, sob a responsabilidade de vários arqueólogos; e, por fim, por uma expedição americana no período de 1956 a 1972 [...] A escavação na área sagrada revelou uma fortaleza na qual havia um santuário e um templo dedicado a El-berith, `o deus do concerto'. Este templo foi destruído por Abimeleque, filho do juiz Gideão (Veja Jz 9) e nos proporcionou uma data confiável acerca do `período teocrático'. Recentemente, nas proximidades do monte Ebal (Veja Dt 27.13), foi encontrada uma estrutura que sugere identificar um altar israelita. Datado do 13° ou 12° século a.C., o altar pode ser considerado como contemporâneo de Josué, indicando a possibilidade de ter sido construído pelo próprio líder hebreu, conforme é descrito em Deuteronômio 27 e 28".
(Horn, Siegfried H, Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan,1985, p.40).

2. Jericó

Referência bíblica: "Depois partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão na altura de Jericó" (Nm 22.1; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Jericó foi a mais velha fortaleza escavada". (Horn, Siegfried H. Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p. 37)

"A cidade de Jericó é representada hoje por um pequeno montículo de área [...1 A cidade antiga foi escavada por C. Warren (1867), E. Sellin e C. Watzinger (1907-09), J. Garstang (1930-36), e K. Kenyon (1952-58)".
(Achtemeier, Paul J., Th.D. Harper's Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

"A primeira escavação científica em Jericó (1907-9) foi feita por Sellin e Watzinger em 1913". (The New Bible Dictionàry Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1962).

3. Arade

Referência bíblica: "Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava para o lado sul, que Israel vinha pelo caminho dos espias, pelejou contra Israel, e dele levou alguns prisioneiros" (Nm 21.1; 33.40; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Escavações realizadas por Y. Aharoni e R. B. K. Amiran no período de 1962 a 1974 comprovaram a existên cia de Arade - 30 km ao nordeste de Berseba" (The New Bible Dictionary Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc.,1962).

"O local consiste em um pequeno monte superior ou acrópole onde as escavações revelaram ser a cidade da Idade do Ferro".
(Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper k Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

4. Dã

Referência bíblica: "E chamaram-lhe Dá, conforme ao nome de Dá, seu pai, que nascera a Israel; era, porém, antes o nome desta cidade Laís" (Jz 18.29; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"A escavação de Dá começou em 1966 sob a direção de Avraham Biran".
(Horn, Siegfried H., Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p.42).

"Primeiramente chamada Laís, esta cidade é mencionada nos textos das tábuas de Mari e nos registros do faraó Thutmose III, no século XVIII a.C. É identificada como Tel Dá (moderna Tell el-Qadi) e localiza-se no centro de um vale fértil, próximo de uma das principais fontes de alimentação, o Rio Jordão [...] Tel Dá tem sido escavada por A. Biran desde 1966. A primeira ocupação no local remonta ao terceiro milênio antes de Cristo". (Achtemeier, Paul J., ThU, Harper's Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

5. Susã

Referência bíblica: "As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza" (Ne 1.1; Et 1.1; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Escavações conduzidas por Marcel Dieulafoy no período de 1884 a 1886 comprovaram a existência da cidade de Susã".
(Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, Donald, Editors. Whos Who in Christian History Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992.)

6. Nínive

Referência bíblica: "E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levantate, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até a minha presença" (Jn 1.1,2; 2Rs 19.36; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Nínive foi encontrada nas escavações de Austen H. Layard no período de 1845 a 1857".
(Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, Donald, Editors. Who's Who in Christian History, Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992).

7. Betel

Referência bíblica: "Depois Amazias disse a Amós: Vaite, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza, mas em Betel daqui por diante não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e casa real" (Am 7.12,13; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"W. F Albright fez uma escavação de ensaio em Betel em 1927 e posteriormente empenhou uma escavação oficial em 1934. Seu assistente, J. L. Kelso, continuou as escavações em 1954, 1957 e 1960" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper'sBible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

8. Cafarnaum

Referência bíblica: "E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas?" (Mt 17.24; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Cafarnaum foi identificada desde 1856 e, a partir de então, tem sido alvo de escavações nos últimos 130 anos" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

9. Corazim

Referência bíblica: "Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! peque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza" (Mt 11.21; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Escavações na atual cidade deserta indicam que ela abrangeu uma área de doze acres e foi construída com uma série de terraços com o basalto da região montanhosa local" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper's Bible Dictionary San Francisco: Harper ando 10.

10. Éfeso

Referência bíblica: "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Efeso, e fiéis em Cristo Jesus" (Ef 1.1; grifo do autor).

"E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem" (At 19.29) . A cidade em referência é Éfeso.

Evidência arqueológica:

"Arqueólogos austríacos encontraram em escavações, no século passado, um teatro de 24.000 assentos, bem como muitos outros edifícios públicos e ruas do primeiro e segundo séculos depois de Cristo, de forma que a pessoa que visita o local pode ter uma boa impressão da cidade como foi conhecida pelo apóstolo Paulo" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

11. Jope

Referência bíblica: "E, como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois varões, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles." (At 9.38; grifo do autor).

Evidência arqueológica:

"Durante escavações no local da antiga cidade de Jope (XIII a.C.) o portão da fortaleza foi descoberto..."
(Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper's Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

Diante desta simples exposição, podemos afirmar como Sir Frederic Kenyon, que disse: "Portanto, é legitimo afirmar que, em relação à Bíblia, contra a qual diretamente se voltou a crítica destruidora dá segunda metade do século dezenove, as provas arqueológicas têm restabelecido a sua autoridade. E mais: têm aumentado o seu valor ao torná-la mais inteligível por meio de um conhecimento mais completo de seu contexto e ambiente. A arqueologia ainda não se pronunciou definitivamente a respeito, mas os resultados já alcançados confirmam aquilo que a fé sugere, que a Bíblia só tem a ganhar com o aprofundar do conhecimento".1


Nota

1 Josh MCDOwELL, Evidência que exige um veredicto, vol. 1, Candeia, 1992, p. 83.

HOMILÉTICA



INTRODUÇÃO

       A pregação deveria ser a parte central do culto, pois é o momento em que Deus fala com o seu povo, através do pregador. O pregador é o interprete das Escrituras e, o momento da ministração da Palavra deveria ocupar a principal parte das duas horas ou mais em que permanecemos nas igrejas. Porém, o que muitas vezes observamos é muitos louvores para ocupar o tempo, ou gastar o tempo, além das oportunidades, de como dizem: "fazer o que sentiu no coração!" São testemunhos, músicas e mais músicas, além dos corinhos desafinados, também para ocupar o tempo. Onde está a verdadeira adoração? Será que Deus tem se agradado de tudo isso?

O Evangelho.

É um anuncio, uma proclamação de boas novas. O kerygma (mensagem) revelada pelo Espírito Santo. Assim sendo, o pregador não pode e não deve falar qualquer coisa, utilizar o tempo para contar piadas ou utilizá-lo de forma diferente da ministração da Santa Palavra de Deus. O tema não deve ser escolhido precipitadamente, sendo buscado segundo a direção de Deus.
A pregação eficaz é feita com demonstração de espírito e de poder, conforme 1 Co 2. 4,5.
Jesus ocupava grande parte de seu ministério pregando – Mt. 4. 23, 9.35. 

Cuidados do pregador.

1. Na área espiritual.
Estar disponível a ser usado por Deus.
Ler e estudando a Palavra de Deus.
Ser espontâneo e corajoso, tendo uma fé autêntica.
Ser humilde, despido de qualquer vaidade. Não apenas no vestir, mas, no viver.
Orar, não apenas na Igreja.
Ter visão e discernimento da obra, não agindo por impulso ou inveja.
Ser sensível ao Espírito Santo e ungido.
Amar as almas e ter paixão pelas ovelhas do rebanho, independente do cargo que ocupem.

2. Na esfera física/natural.
Cuidar da aparência e higiene pessoal.
Ser sóbrio e fecundo em sua inteligência.
Adestrado na dicção. Não falando daquilo que desconhece ou tem pouca sabedoria.
Cuidar da saúde pessoal e da alimentação.
Aprimorar-se na língua em que fala.
Ter boa cultura em geral, estando sempre bem informado e, querendo sempre aprender com outros que saibam mais do que você.
Ter preparo psicológica, não sendo néscio na fé, nem ser oriundo de problemas psíquicos graves, sem que tenha sido tratado por profissional da área.

Ser dependente do Espírito Santo, pois, a partir da hora que fez sua parte em buscar um preparo melhor possível em todos os aspectos, deve caminhar ouvindo o que o Senhor lhe orienta e, não por seus próprios méritos.

Erros comuns, que devem ser evitados:
Falar com os olhos fechados.
Falar olhando para o teto.
Falar com as mãos nos bolsos.
Falar olhando para o chão.Colocar os cotovelos sobre o púlpito e descansar sobre ele.
Estar com a cara fechada o tempo todo, ou sorridente o tempo todo.
Coçar-se de modo inconveniente.
Exibir lenços sujos.
Utilizar o púlpito para desabafo ou ataques pessoais.
Fazer no púlpito algo que não está preparado para fazer, ou imitar o que outros fazem.
Falar no púlpito assuntos que lhe foram confiados em particular ou em aconselhamento, ou expor suas deficiências ou fraquezas.
Dar glorias e aleluias depois de frases negativas, ou agir como animador de auditório.
Constranger os visitantes.
Abrir e fechar a Bíblia sem ler nada.
Molhar o dedo na boca para virar as paginas da Bíblia.

A RETÓRICA.
É a arte de falar e argumentar em publico, através de sermão, palestras, discursos e estudos. Perigos relacionados com a retórica.

Demasiada ênfase - Repetir demasiadamente o mesmo assunto, utilizando frases de efeito e, pedindo que o povo repita.
Imitação e plagio - Imitar pregadores de forma consciente ou inconsciente. 
Artificialismo - Não ser você mesmo. A naturalidade é sempre mais elegante.
Preencher lagunas de raciocínio com aleluias e glorias a Deus - Evitar falar aleluia e glória quando esquece o que vai falar.

Como aprender a pregar.
Ouça bons pregadores.
Tenha sempre um papel e caneta para suas anotações, enquanto ouve outros pregadores.
Adquira livros e leia-os.
Leia a biografia de grandes pregadores do passado.
Não tenha vergonha em pedir ajuda a outros pastores e professores, além de pedir que comentem sobre suas pregações. 

Tipos de sermões.
Temático. 

É o sermão cujas divisões principais derivam do tema, independente do texto. Estas divisões devem seguir uma ordem cronológica e lógica. As divisões do sermão serão sempre colocadas em algarismo romano e as subdivisões se houver em algarismo arábico.
É indispensável uma boa Bíblia com referencia e uma chave bíblica.
As divisões principais devem estar estritamente ligadas ao tema.
Não requer um texto como base da sua mensagem, o que não impede de se colocar.
Cada divisão principal deve apoiar-se em pelo menos uma referencia bíblica.
Os versículos que fundamentam as divisões principais devem ser extraído de porções bíblicas mais ou menos distantes.
O sermão temático contém uma idéia central.
Idéias que não fazem parte do tema devem ser omitidas.

Textual.
É o sermão cujas divisões principais derivam de um texto constituído de uma breve porção da Bíblia. Cada uma dessas divisões é usada como uma linha de sugestão, e o texto fornece o tema do sermão.
As divisões principais tem que ser tiradas do texto.
Requer um texto básico.
As subdivisões das divisões são extraídas de outras partes das Escrituras.

Expositivo.
É aquele em que porção mais ou menos extensa das Escrituras é interpretada em relação a algum tema ou assunto. A maior parte do material deste tipo de sermão provem diretamente da passagem, e o esboço consiste em uma serie de idéias progressivas que giram em torno de uma idéia principal.
Baseia-se em uma porção mais ou menos extensa das Escrituras.
Esta porção é interpretada em relação a um tema ou assunto.
A maior parte do material do sermão provem da própria passagem.

Conclusão
Não existe fé sem pregação da Palavra de Deus. Em Romanos 10.17 afirma que "a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus". Assim sendo não podemos perder tempo com questões loucas ou ventos de doutrinas, mas fixarmos nossos olhos em Cristo, autor e consumador de nossa fé. Pregando e fazendo ser ouvida a verdade do Evangelho em todos os cantos do mundo, até que Jesus volte e arrebate sua Igreja. Que estejamos aptos, como obreiros que não tem do que se envergonhar, que manejem bem a Palavra de Deus.

COISAS QUE  NÃO EXISTEM NA BÍBLIA OU SÃO PREGADAS DE FORMA DISTORCIDAS

*Quando Jesus morreu, houve festa no inferno.
*Não cai uma folha de uma árvore, se não for da vontade de Deus.
*Eu venci o mundo e vós vencereis.
*Até 1000 irá. De 2000 não passará.
*Profetizo sobre a sua vida.
*Se passares pelo fogo, ele não te queimará.
*Deus cegou os entendimentos dos incrédulos.
*O amor encobre uma multidão de pecados.
*Jesus tomou as chaves do Diabo.
*Quem não vem pelo amor, vem pela dor.
*A voz do povo é a  voz de Deus.
*Fazei o bem sem olhar a quem.
*Da semente da mulher levantarei um que esmagará  a cabeça da serpente.
*O cair é do homem, e o levantar é de Deus.
*Eu te abençôo.
*Palavras produzem bênção e maldição.
- “Crente que tem promessa não morre”.
- “Eu fui chamado para pregar milagres”.
- “Olhe para dentro de você”.
- “A sua voz é a voz de Deus”.
- “Libere uma palavra rhema”.
- “Receeeebaaa…”
- “Não cabe ao crente julgar”.
- “Crente que não faz barulho tem defeito de fabricação”.
- “Não desista dos seus sonhos”.
- “Quem veio buscar uma bênção?”
- “Tem fogo aí, irmão?”
- “Uma vez salvo, salvo para sempre”.

QUE DEUS NOS ABENÇOE.

FESTAS JUDAICAS


FESTAS JUDAICAS

I. PÁSCOA (Lv. 23:5)
1. O que é a Páscoa:
Páscoa no hebraico é pessach que significa passagem ou passar por cima: "...é a páscoa do Senhor" (Ex.12:11), "Porque o Senhor passará para ferir os egípcios..." (Ex.12:23), "É o sacrifíco da páscoa ao Senhor que passou por cima das casas dos filhos de Israel..." (Ex.12:27).
2. O Dia da Páscoa:
A festa começa com a morte de um cordeiro como oferta pelo pecado (Ex.12:2,6), no dia 14 do mês de abibe (Lv.23:15; Ex.13:4), que significa espigas verdes. Durante o exílio foi substituido pelo nome nisã (Ne.2:1) que significa começo ou abertura. Corresponde a março-abril em nosso calendário. A páscoa foi instituída numa sexta-feira, ou seja, um dia antes dos Pães Asmos (Lv.23:6) e dois dias antes das Primícias (Lv.23:12).
Para o povo judeu havia o ano sagrado e o ano civil. O sagrado começava na primavera. O civil começava no outono. O 7° mês sagrado era o 1° mês civil. Dividia-se o ano em 12 meses lunares, com um 13° mês 7 vezes em cada 19 anos.
 Calendário Lunar Judaico e seus meses correspondentes no Calendário Solar ou Juliano
Lunar Judaico   =  Solar Juliano
Nisã ou Abibe   =  março-abril
Iyyar ou Zive   =  abril-maio
Sivã                =  maio-junho
Tammuz          =  junho-julho
Abe                 =  julho-agosto
Elul                 =  agosto-setembro
Lunar Judaico       =  Solar Juliano
Etanim ou Tishri    = setembro-outubro
Marquesvã ou Bul = outubro-novembro
Quisleu             = novembro-dezembro
Tebethe               =  dezembro-janeiro
Shebate               = janeiro-fevereiro
Adar                     = fevereiro-março
 3. A Hora da Páscoa:
O dia civil judaico (período de 24 horas) se inicia às 18:00 horas e termina às 18:00 horas subsequente. A noite vem primeiro que o dia, pois na criação do mundo o primeiro dia começou com a escuridão que foi transformada em luz: "Chamou Deus à luz dia, e às trevas noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia" (Gn.1:5). Daí em diante cada período de 24 horas foi indicado sucessivamente como "tarde e manhã" (Gn.1:5,8,13,19,23,31; 2:2).
O dia natural judaico (12 horas), isto é, o intervalo entre a aurora e o crepúsculo (06:00 às 18:00 h.), era dividido em três partes: manhã, meio-dia e tarde (Sl.55:17). Os judeus distinguiam duas tardes no dia: a primeira ia das 15:00 às 18:00 h., e a segunda se iniciava ao pôr do sol (18:00 h.), indo até a escuridão da noite, aproximadamente às 19:00 h. (Mt.14:15 e 23). O sacrifício da páscoa era oferecido "no crepúsculo da tarde" (Lv.23:5; Nm.28:4,8). A passagem faz referência à primeira tarde (15:00 às 18:00 h.). A segunda tarde, que se iniciava às 18:00 horas, e a manhã, que tinha início às 06:00 horas, juntos formavam um dia (Gn.1:5).
4. O Local da Páscoa:
Posteriormente Deus requereu que a páscoa só fosse realizada em um local por Ele determinado "Então sacrificarás como oferta de páscoa ao Senhor teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o Senhor teu Deus. Senão no lugar que o Senhor teu Deus escolher para fazer habitar o seu nome, alé sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo em que saíste do Egito. Então a cozerás, e comerás no lugar que o Senhor teu Deus escolher..." (Dt.16:2,5-7).
As duas tabelas seguintes mostram as horas do dia e da noite, conforme a cultura judaica:
As horas do dia
Hora Ocidental
Hora Judaica
Referência Bíblica
09:00 h. (6 às 9 h.)
terceira hora
Mt.20:3
12:00 h. (9 às 12 h.)
sexta hora
Mt.20:5
15:00 h. (12 às 15 h.)
nona hora
Mt.20:5
18:00 h. (15 às 18 h.)
décima segunda hora
 
As horas da noite
18:00 às 21:00 h.
1º vigília (noite)
Ex.14:24
21:00 às 24:00 h.
2º vigília (meia noite)
Lc.12:38 (Mt.25:6)
24:00 às 03:00 h.
3º vigília (cantar do galo)
Lc.12:38
03:00 às 06:00 h.
4º vigília (manhã)
Mt.14:25
A tabela abaixo ilustra outros horários mencionados na Bíblia:
Outras Horas Judaicas
17:00 h
undécima hora
Mt.20:6
Cerca de 22:00 h.
2ºou vigília média
Jz.7:19
06:00 às 09:00 h.
raiar do sol,
nascente do sol,
levante,
Jz.9:33;; Sl.50:1; Sl. 113:3; Is.45:6
15:00 às 18:00 h.
cair da tarde (1º)
Mt.14:15
18:00 às 19:00 h.
cair da tarde (2º)
Mt.14:23
15:00 às 18:00 h.
crepúsculo da tarde
Ex.12:6; Nm.9:3

 A páscoa foi realizada na sexta-feira. Três dias depois os judeus deveriam comemorar a festa das primícias (Lv.23:12). Esta festa indicava a ressurreição após três dias. O primeiro molho de trigo que fosse colhido, isto é, as primícias, deveria ser movido perante o Senhor (Lv.23:10,11). Este mover do trigo era símbolo da vida que, ao contrário de um animal morto, inerte e sem movimento, se expressa pelo mover da vida (At.17:25,28). Na ressurreição o corpo de Cristo que estava inerte no túmulo foi movido por Deus e a terra se abalou (Mt.27:51-54; Mt.28:2; Hb.12:26,27). Cristo foi vivificado no espirito (IPe.3:18). Mas a oferta só poderia ser feita após três dias depois da páscoa. Isto tem a ver com a ressurreição que ocorreu somente três dias depois da morte de Cristo.
O esquema a seguir mostra os três dias e três noites mencionados por Jesus. As palavras de Jesus "...três dias e três noites" (Mt.12:40), não exige que 72 horas tenham se passado entre sua morte e ressurreição, pois os judeus consideravam parte de um dia como um dia inteiro.

Esta expressão "um dia e uma noite" é idiomática, e era usada pelos judeus para indicar "um dia" (ISm.30:12,13), mesmo quando somente parte de um dia era indicada. Qualquer parte do período era considerado um período total. O Talmude Babilônico relata que "uma parte do dia é o total dele".
O Talmude de Jerusalém, diz: "Temos um ensino: um dia e uma noite são um onah e a parte de um onah é como o total dele".
Cristo foi crucificado na sexta-feira. Qualquer tempo antes das 18:00 horas de sexta-feira seria considerado um dia e uma noite. Qualquer tempo depois das 18:00 horas de sexta-feira até sábado às 18:00 horas, também seria um dia e uma noite. Semelhantemente, qualquer tempo após às 18:00 horas de sábado até o momento em que Cristo ressuscitou, na manhã de domingo, também seria um dia e uma noite. Do ponto de vista judaico, seriam três dias e três noites de sexta à tarde até domingo de manhã.
2. ASMOS = MATZOT (Lv. 23:6)
Esta festa era comemorada no dia seguinte à páscoa (Lv.23:6). Os pães não continham fermento porque representavam a pureza de Cristo, o Pão da Vida (Lv.2:11; Dt.16:1-4; Jo.6:48,51; I Co.11:23-26; Mt.16:6). Também expressa a nossa comunhão com Cristo, que começa com a nossa redenção e depois prossegue em uma vida santa (I Co.5:6-8; Gl.5:9). As ofertas de pães asmos não poderia conter sangue, porque o sangue era derramado pelo pecado (Ex.23:18; 34:25) e esta oferta deveria ser apresentada como "aroma agradável ao Senhor" (Lv.23:13).
Os hebreus deveriam celebrar a festa dos pães asmos durante sete dias, durante os quais deveriam comer pão não levedado (Ex.12:15-20).
3. PRIMÍCIAS = HABICURIM (Lv. 23:9)
A palavra primícias no hebraico é habicurim. As Primícias era comemorada 3 dias e 3 noites depois da Páscoa (Lv.23:12), quando as primícias da terra eram ofertadas ao Senhor, e 49 dias antes do Pentecoste. Deus requeria apenas um molho de cevada. A Festa das Primícias é também designada "...festa das segas dos primeiros frutos (Ex.23:16)."
O uso do fermento era proibido na Festa dos Pães Asmos e na Festa da Páscoa, porém poderia ser usado na Festa das Primícias (Lv.23:17,18). O fermento é considerado pelas Escrituras como tipo da presença da impureza e do mal (Ex.12:15,19; 13:7; Lv.2:11; Dt.16:4; Mt.16:6,12; Mc.8:15; Lc.12:1; ICo.5:6-9; Gl.5:9). Portanto os dois pães levedados a serem movidos, representam Israel e os gentios formando a Igreja. O fermento é sinal da imperfeição no meio do povo de Deus (Mt.13:33).
4. SEMANAS = SHAVUOT
Em Levítico 23:16 encontramos a expressão hebraica hamishshïm yom (LXX=pentêkonta hêmeras) que significa cinquenta dias. Era comemorada cinquenta dias depois da festa das primícias quando era ofertado o primeiro molho de trigo da colheita (Lv.23:11,12,15,16; Dt.16:9), aos 6 do mês de Sivan, que corresponde ao mês de junho em nosso calendário. Comemorada após cinquenta dias ou sete semanas, recebeu também o nome de festa das semanas=hagh shabhu'ôth (Ex.34:22; Dt.16:10), ou dia das primícias = yôm habbikkürïm (Ex.23:16; Nm.28:26). Comemorava a entrega da lei que foi dada no monte Sinai durante este período (Compare Ex.19:1,11 com Ex.12:6,12). Enquanto os pães asmos eram sem fermento, os pães desta oferta continham fermento (Lv.23:16-18), e deveriam ser movidos com os pães das primícias perante o Senhor (Lv.23:20).

5. TROMBETAS = SHOFAROT (Lv. 23:24)
Provavelmente feita de um chifre=shofar de carneiro. Era comemorada no sétimo mês, o mês de Etanim (IRs.8:2), que mais tarde passou a chamar-se mês de Tishri, e corresponde a setembro ou outubro. Atualmente esta festa é denominada Rosh Hashanah=Ano Novo, pois assinala o início do ano civil. Da mesma forma que o sétimo dia é santificado pelo descanso e pela adoração, assim também o sétimo mês do ano é santificado por três festas: trombetas, dia da expiação e tabernáculos. A Festa das Trombetas era um dia de descanso solene, no qual as trombetas eram tocadas a fim de reunir Israel (Nm.10:10).
6. DIA DA EXPIAÇÃO = YOM HAKIPURIM (Lv. 23:27,28)
O Dia da Expiação era comemorado anualmente para fazer purificação dos pecados (Lv.16:16,30,33). O sacerdote entrava no santuário apenas uma vez por ano (Lv.16:2; Ex.30:10; Hb.9:7,25).
O texto de Levítico dá ênfase à maneira como Israel deveria observar este dia: "...afligireis as vossas almas..." (Lv.23:27). Certamente, está em evidência, nesta passagem, o caráter profético que prevê o futuro arrependimento de Israel.
 7. TABERNÁCULOS = SUCOT (Lv. 23:33)
Nesta festa os israelitas habitavam em cabanas ou tabernáculos (Lv.23:42) durante uma semana (Lv.23:42). Essas cabanas eram feitas de ramos de árvores (Ne.8:14-18). A Festa dos Tabernáculos, também conhecida como Festa das Colheitas (em hebraico, hagh haqqâçïr) porque marcava o início da colheita outonal de frutas e azeitonas (Ex.23:16), durava do 15° ao 22° dia do sétimo mês (set-out), e era comemorada uma vez por ano (Lv.23:41).

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Taubate, São Paulo, Brazil
Fui seminarista católico por 6 anos, porém no ano de 1999 tornei-me evangélico. Creio que o respeito pelas pessoas está acima das religiões. Sou Bacharel em Teologia, Graduado em Segurança Pública e Letras (Língua Portuguesa e Inglesa). Sou apaixonado pela Santa Palavra de Deus, e procuro ministrá-la com isenção de tendencionalismos e imposições humanas, buscando a verdade acima de tudo. Minha conversão foi fruto tão somente do estudo da Palavra de Deus, e da busca constante pelo Espírito Santo.

MINHA INSPIRAÇÃO

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Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de finas jóias. O coração de seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela faz bem e não mal, todos os dias de sua vida. Prov 31.10-12