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domingo, 13 de setembro de 2009

ADORAÇÃO E MÚSICA NA IGREJA

Isaías 55:10-11(Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei).
Na adoração existe uma palavra de Deus que desce do alto e uma resposta que ascende do homem. A mensagem divina retorna em frutos de harmonia com a vontade de Deus. Assim a adoração é ação: uma auto-revelação de Deus e uma resposta positiva do homem. Robert E. Webber mostra que como adorar é um verbo, é algo que fazemos para a glória de Deus.
Aspectos que criam o lugar da música na adoração da igreja.
1. A música como criação e doação divina
A música é um presente de Deus, parte de sua criação, de tudo "que era muito bom" (Gênesis 1:31- E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto)
O Senhor fez no principio os homens a sua imagem, com gosto pela beleza, e com suficiente criatividade e capacidade estética para expressá-la e desfrutá-la (Gênesis 1.27-28). Deus é a grande gênese da música.
O homem, como mordomo do Criador, é responsável por usar, preservar e desenvolver o dom da criatividade, e da expressão musical.
2. A música da igreja como arte e missão
Donald P. Hustad afirma que "a música na igreja não é uma arte livre, nem um fim em si mesma. É arte trazida aos pés da cruz: arte dedicada ao serviço de Deus e a edificação da igreja."
Diferentemente da arte "pura," a música cristã supera o prazer estético e é avaliada pelo cumprimento de seu propósito. Esse propósito não pode diferir da missão divina da igreja: adoração (leitourgía), ensino (didajé), comunhão (koinonía), proclamação (kerygma), testemunho (marturía), serviço (diakonía).
2.1. Adoração (leitourgía): é "a primeira responsabilidade da Igreja", é também o grande objetivo da igreja e de seu culto. A música cristã é um instrumento de comunicação entre Deus e os homens. Um meio pelo qual Deus pode expressar-se, e ao mesmo tempo permitir ao homem expressar uma resposta positiva à iniciativa da divindade. A música eclesiástica deve orientar-se à adoração a Deus.
2.2. Proclamação (kerygma): A música da igreja apregoa os feitos redentores de Deus em favor dos homens, e estende a eles um convite à fé e ao compromisso cristão. As religiões pagãs baseavam sua adoração nos ciclos da natureza; a religiosidade bíblica se baseia nas intervenções históricas de Deus em favor de seu povo. Os grandes atos da criação, preservação, redenção e providência devem proclamar-se na adoração cristã e na sua música. Ellen White o expressou desta maneira: "A voz humana tem muito poder efetivo e musicalidade, e que aquele que aprende a cantar realiza esforços decididos adquirirá o habito de falar e cantar que será para ele um poder para ganhar conversos para Cristo".
2.3. Testemunho (marturía): A música cristã prove a oportunidade para compartilhar a fé e a experiência cristã com os outros. É um veículo adequado para contar o que o Senhor tem feito na vida de cada testemunha. Os que não crêem podem receber esse testemunho, e os crentes serão edificados.
2.4. Educação (didajé): A música sacra constitui um ministério docente porque, como a música é educativa, pode transmitir com eficácia importantes aspectos do caráter e das ações do Criador. Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros."
2.5. Serviço (diakonía): A música cristã é muitas vezes um remédio para o espírito humano. Outorga ânimo, consolo e fortaleza. Por meio dos cantos sagrados em Israel "elevavam-se seus pensamentos acima das provações e dificuldades do caminho; abrandava-se, acalmava-se aquele espírito inquieto e turbulento; implantavam-se os princípios da verdade na memória; e fortalecia-se a fé." Por esta razão os músicos cristãos devem ver a si mesmos como autênticos ministros de Deus em favor dos conversos.
2.6. Comunhão (koinonía): A música cristã enfatiza a unidade da igreja e fortalece os laços de amor entre seus membros. Além de unir, o canto freqüentemente provê uma das poucas oportunidades de genuína participação conjunta. A oração e o canto unem os pensamentos dos adoradores e os orienta na direção do divino. Por isso, "O canto não deve ser feito apenas por uns poucos. Todos os presentes devem ser estimulados a tomar parte no serviço de canto."
3. A música como expressão
A música cristã é um meio de expressão religiosa. Uma expressão humana, dentro de um indubitável marco teológico.
Deve ser expressão de Deus. É criada e executada por seres humanos, mas leva à sublime intenção de expressar a Deus. Por isso, "a música cristã deve incluir a melhor expressão humana possível daquilo que a cultura percebe ser a auto-revelação de Deus à humanidade".
A adoração levará em conta a transcendência e a imanência de Deus (Isaías 57:15- Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos). Deus é anterior e está além da criação, mas veio a nós em Cristo e no Espírito Santo. A transcendência de Deus promove a reverência, e a imanência torna possível a comunhão. A música da igreja deve apresentar a Deus tal como a Escritura o revela: um Deus que desperta o temor reverente tanto quanto o gozo cristão.
A música é uma expressão de prazer, e não tem porque renunciar a ele. Existe o risco de fazer do prazer da música um fim em si mesmo, de limitá-la a uma experiência puramente estética, transformando-a num "entretenimento religioso".
A música é expressão de emoção. A música fala ao coração. Alfred Küen expressa que todo o ser: "espírito, alma e corpo, os sentimentos e a vontade, assim como a inteligência, deveriam estar envolvidos no culto".
Fala-se muito da utilização litúrgica dos dois hemisférios cerebrais; o esquerdo, verbal, lógico, cognitivo, racional; e o direito, não verbal, intuitivo, estético, emocional. Paulo insta aos cristãos de Corinto a cantarem "com o espirito" e "com o entendimento" (I Coríntios 14:15- Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento). O perigo é reduzir a emoção a sua expressão superficial: o sentimentalismo. Isto resulta em desconectar a música do conjunto da realidade cultual, de seu contexto teológico e experimental, e impor com insistência as preferências individuais.
A música sacra deve ser a expressão de autêntica religiosidade. Há de ser julgada em relação com o cumprimento de sua missão espiritual. A música cristã deve servir como um meio eficaz de revelação divina e resposta humana.
A música cristã há de ser a expressão dos princípios fundamentais da fé. Na situação da religiosidade protestante, a música religiosa deve manifestar o sustentáculo de seu pensamento teológico.
3.1. Primazia das Escrituras. O princípio da Sola Scriptura (Somente a Bíblia) tem implicações na adoração e na música da igreja. A adoração tende a ser mais racional que mística, por submeter-se às pautas escriturais. A pregação bíblica passa a ser central na adoração congregacional. A leitura e a pregação da Escritura não é substituída nem ofuscada pela música, apenas realçada por ela.
3.2 A Salvação pela Fé O principio fundamental da Sola fide (Somente a fé) determina que o culto dê ênfase na salvação, e em tudo relativo à justificação, santificação e a glorificação. Nesta atitude o culto não acrescenta mérito à redenção em Cristo, mas é um fruto precioso da salvação. Na realidade só o crente, o homem convertido adora verdadeiramente a Deus.
3.3 O Sacerdócio dos Crentes O princípio do sacerdócio universal dos crentes promove a participação de cada membro da congregação. Por isso, os sermão e o canto devem ser simples e compreensíveis para a grande maioria.
4. A música sacra como adoração a Deus
As palavras originais da Escritura para significar "adoração" oferece chaves importantes acerca da natureza deste encontro entre o humano e o divino. A palavra hebraica mais freqüente, shâjâh, denota a ação de inclinar-se ou render homenagem. A palavra grega equivalente, e a mais importante do Novo Testamento, proskuneô, encerra a conotação primária de "beijar para". O hebraico ‘abad, ou o grego latréuô significam serviço a Deus. Nesse sentido a adoração é a homenagem, a submissão, a obra e o serviço de todo o povo a Deus.
4.1. Adoração como diálogo. Em Isaías 6:1-8, Deus se aproxima do profeta em revelação de seus atributos e como portador de uma vocação divina, e o profeta responde em confissão, submissão e rogo. O mesmo ocorre no verdadeiro culto. "Deus nos fala através da leitura bíblica, do sermão e dos hinos que cantamos. Também respondemos por intermédio de hinos e de outras palavras que nos tem sido designadas, em louvor, gratidão, confissão, dedicação, petição e intercessão."
João Calvino dizia que a congregação é o primeiro coro da igreja.
A idéia de adoração como conversação com Deus deve conduzir a uma cuidadosa seleção da música eclesiástica. "O diálogo da adoração deve ser completo: deve dar um panorama completo da auto-revelação de Deus e prover a oportunidade de gerar uma resposta completa por parte do ser humano tanto em símbolos cognitivos (palavras) como em formas criativas (música e outras artes)."
4.2 Adoração como oferta Adorar é ofertar a quem é o legítimo doador de todas as coisas. Hebreus 13:15-16-Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada. Sem esquivar-se ao valor, II Samuel 24:20-24- Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao SENHOR meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata. Porque a adoração é um doar e um doar-se a Deus. Haverá bênçãos e satisfações, mas serão frutos benéficos dessa piedosa e transformadora doação humana. "Adoração é submissão a Deus."
William Temple: "Adoração é a submissão de todo nosso ser a Deus. É tomar consciência de sua santidade; é o sustento da mente com sua verdade; é a purificação da imaginação por sua beleza; é a abertura do coração a seu amor; é a rendição da vontade a seus propósitos. E tudo isto se traduz em louvor, a mais íntima emoção, o melhor remédio para o egoísmo que é o pecado original."

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SOBRE O AUTOR DO BLOG

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Taubate, São Paulo, Brazil
Fui seminarista católico por 6 anos, porém no ano de 1999 tornei-me evangélico. Creio que o respeito pelas pessoas está acima das religiões. Sou Bacharel em Teologia, Graduado em Segurança Pública e Letras (Língua Portuguesa e Inglesa). Sou apaixonado pela Santa Palavra de Deus, e procuro ministrá-la com isenção de tendencionalismos e imposições humanas, buscando a verdade acima de tudo. Minha conversão foi fruto tão somente do estudo da Palavra de Deus, e da busca constante pelo Espírito Santo.

MINHA INSPIRAÇÃO

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Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de finas jóias. O coração de seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela faz bem e não mal, todos os dias de sua vida. Prov 31.10-12